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newDATAmagazine® 19 - Editorial

Viver na aldeia, ou ser eremita!

Editorial newDATAmagazine® N.º19

 

Viver na aldeia, ou ser eremita!

Longe vão os tempos em que as empresas conseguiam escolher livremente quem queriam para seus colaboradores, a partir do lote de profissionais existentes no país, porque estes se encontravam de algum modo limitados em termos geográficos. Apesar de tudo, em Portugal sempre existiu emigração e todos sabemos o motivo por que acontecia.

Um dos fenómenos que mais tem preocupado os empresários na última década é a permanente saída de talentos portugueses para o estrangeiro, onde auferem melhores rendimentos e têm melhores condições de trabalho. Esta preocupação foi relativamente suavizada com o desenvolvimento do trabalho à distância que ocorreu nos anos mais recentes. Hoje, quem tem talento tem à distância de um computador, a possibilidade de encontrar um empregador disposto a pagar pelo mesmo, em todo o mundo!

O trabalho à distância é uma oportunidade para as empresas contratarem talentos que trabalhem a partir dos seus países, mas, embora limitada aos trabalhos que possam ser entregues através da internet, não é uma oportunidade apenas para as empresas, mas também para as pessoas.

O facto de um português trabalhar remotamente para uma empresa estrangeira e residir em Portugal permite duas leituras. Por um lado, trata-se de um português que deixou de trabalhar para uma empresa portuguesa e que aufere rendimentos pagos por uma empresa estrangeira. Por outro lado, esse português gasta os seus rendimentos em Portugal.

Ou seja, perdemos um profissional qualificado que deixa de trabalhar para uma empresa portuguesa, mas ganhamos a aplicação de rendimentos estrangeiros na economia portuguesa, o que aumenta o volume de negócios das empresas e consequentemente cria postos de trabalho.

Existem enormes vantagens em dispor de pessoas com culturas e formações diferentes na constituição de equipas, porque é sabido que isso as torna mais eficazes. E esta oportunidade pode ser aproveitada tanto pelas empresas estrangeiras como pelas empresas nacionais.

Dito isto, parece-me que é uma excelente oportunidade que não deve ser perdida pelas empresas. Estas não se devem limitar a queixar-se de que os portugueses estão a trabalhar para empresas estrangeiras, mas, antes, devem procurar atrair talentos internacionais que encontrem nas empresas portuguesas as oportunidades que procuram.

A internet fez do mundo uma aldeia e colocou TUDO à distância de um clique. Resta saber se, tanto os empresários como a economia portuguesa em geral, querem habitar nesta aldeia ou se preferem viver como eremitas, isolados de TUDO o resto!

Horácio Lopes | Editor

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Live in a village, or be a hermit!

Long gone are the times when companies could freely choose whom they wanted to employ from the pool of professionals existing in the country because they were somewhat limited geographically. Despite everything, emigration has always existed in Portugal, and we all know why it happened.

One of the phenomena that has most worried businessmen in the last decade is the permanent departure of Portuguese talent abroad, where they earn better incomes and have better working conditions. This concern has been relatively lessened with the development of distance working in recent years. Today, if you have talent, you can find an employer willing to pay for it anywhere in the world, just a computer away!

Remote working is an opportunity for companies to hire talent working from their countries, but although limited to jobs that can be delivered over the internet, it is not only an opportunity for companies but also for people.

The fact that a Portuguese works remotely for a foreign company and lives in Portugal allows two interpretations. On the one hand, it is a Portuguese person who no longer works for a Portuguese company and who receives income paid by a foreign company. On the other hand, this Portuguese spends his income in Portugal.

In other words, we lose a qualified professional who stops working for a Portuguese company, but we gain the application of foreign income in the Portuguese economy, which increases the turnover of companies and consequently creates jobs.

There are enormous advantages in having people with different cultures and backgrounds when building teams because it is known that this makes them more effective. And this opportunity can be taken advantage of by both foreign and national companies.

Having said this, it seems to me that this is an excellent opportunity that should not be missed by companies. They should not limit themselves to complaining that the Portuguese are working for foreign companies but rather try to attract international talents that find in Portuguese companies the opportunities they seek.

The internet has turned the world into a village and put EVERYTHING at the distance of a click. It remains to be seen whether, both entrepreneurs and the Portuguese economy in general, want to live in this village or if they prefer to live as hermits, isolated from EVERYTHING else!

Horácio Lopes | Editor

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