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newDATAmagazine 12 - Editorial

Longa vida à Economia Cultural e Criativa!

Editorial newDATAmagazine N.º12

 

Longa vida à Economia Cultural e Criativa!

Talvez, para muitos, o conceito de “Economia Cultural e Criativa” (ECC) seja desconhecido. Por isso, dedico o meu 12.º editorial a explicá-lo, pela sua importância e pelo facto de a newDATAmagazine, como revista que é, se enquadrar no mesmo.

Em janeiro de 2021, a EY (Ernst & Young) publicou o relatório “Rebuilding Europe. The cultural and creative economy before and after the COVID-19 crisis”, que abrange os 10 principais setores culturais e criativos, na sequência de um estudo, de 2014, sobre as Indústrias Culturais e Criativas na Europa, publicado pela EY e pela GESAC (European Grouping of Societies of Authors and Composers).

Os 10 principais setores que compõem a Economia Cultural e Criativa são:

  • Publicidade
  • Arquitectura
  • Audiovisual
  • Livros
  • Música
  • Jornais e revistas
  • Artes performativas
  • Rádio
  • Jogos de vídeo
  • Artes Visuais

Integrados na indústria “Jornais e revistas”, procuramos dar voz ativa às restantes indústrias, não perdendo de vista os dois pilares de conhecimento que abraçamos desde a nascença: as novas tecnologias ou as novas utilizações de tecnologias antigas, por um lado, e as competências profissionais emergentes ou competências profissionais atuais renovadas, por outro.

Assim, abordamos a indústria da PUBLICIDADE através de vários artigos de marketing; a indústria da ARQUITETURA com a coluna I.data.Cities; a indústria dos AUDIOVISUAIS com artigos sobre eventos e também na coluna Future.TECH(k)now!; a indústria dos LIVROS com a revisão de obra e com as leituras sugeridas; a indústria da MÚSICA foi recentemente abordada através de artigo; a indústria dos JOGOS DE VÍDEO na coluna Future.TECH(k)now!; a indústria das ARTES VISUAIS através de vários artigos; a indústria das ARTES PERFORMATIVAS mereceu um convite à diretora da 11.ª edição, Carlota Alves; a indústria da RÁDIO foi abordada com a promoção de um podcast de autor, formato muito próximo e que partilha mercado com a rádio tradicional.

No final de 2019, a economia cultural e criativa era um peso pesado europeu e, pela sua importância, partilho uma tradução dos principais indicadores que o relatório apresenta:

  • “Com um volume de negócios de 643 mil milhões de euros e um valor acrescentado total de 253 mil milhões de euros em 2019, as atividades nucleares das indústrias culturais e criativas (CCI) representaram 4,4% do PIB da UE em termos de volume de negócios total.
  • Por conseguinte, a contribuição económica das CCI é maior do que a das telecomunicações, da alta tecnologia, da indústria farmacêutica ou da indústria automóvel.
  • Desde 2013, as receitas totais das ICC aumentaram em 93 mil milhões de euros e em quase 17%.
  • No final de 2019, as Indústrias Culturais e Criativas (ICC) empregavam mais de 7,6 milhões de pessoas na UE -28 e acrescentaram cerca de 700.000 (+10%) postos de trabalho, incluindo autores, artistas e outros trabalhadores criativos, desde 2013.
  • Entre 2013 e 2019, os 10 sectores das CCI registaram taxas de crescimento variadas, mas constantes: mais de 4% por ano para jogos de vídeo, publicidade, arquitetura e música; e entre 0,5% e 3% para o audiovisual (AV), rádio, artes visuais, artes performativas e livros. Apenas a imprensa sofreu (-1,7%) devido à difícil transição entre as receitas impressas e em linha.
  • Todos os atores apontam para um período de intensa inovação - não só a procura de maiores experiências ao vivo ou físicas por parte de espetadores, leitores, atores ou visitantes, mas também a explosão da procura de conteúdos em linha: 81% dos utilizadores da internet na UE utilizaram a internet para música, vídeos e jogos, em 2018 - mais do que para compras ou redes sociais.”

As ICC, na Europa, tornaram-se mais internacionais e empreendedoras

  • Em 2019, os cinco maiores países da UE-28 (França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido) representavam 69% das receitas totais da CCI na UE, mas o crescimento mais forte veio da Europa Central e Oriental.
  • Em 2017, a UE exportou 28,1 mil milhões de euros de bens culturais. A balança comercial da UE em bens culturais é excedentária (+8,6 mil milhões de euros), e a parte das exportações da CCI no total das exportações da UE foi de 1,5% - aproximadamente o mesmo que o excedente no comércio de alimentos, bebidas e tabaco (9,1b euros em 2018).
  • Mais de 90% das empresas de CCI são pequenas e médias empresas, e 33% da força de trabalho são trabalhadores independentes - mais do dobro da economia europeia no seu conjunto (14%).
  • As receitas provenientes do sector público representavam apenas 10,8% das receitas em 2018, em comparação com 11,5% em 2013.”

“Como resultado da investigação aprofundada e de entrevistas conduzidas por equipas da EY, e com base nas opiniões de peritos e organizações representativas das ICC, foram identificados como prioritários os seguintes desafios para a recuperação e crescimento da economia criativa:

  • Desafio 1 - "Finanças" - Fornecer financiamento público massivo e promover o investimento privado em empresas, organizações, empresários e criadores culturais e criativos.
  • Desafio 2 - "Poder" - Promover a oferta cultural diversificada da UE, assegurando um quadro legal sólido que permita o desenvolvimento do investimento privado na produção e distribuição.
  • Desafio 3 - "Alavancar" - Utilizar as ICC como um grande acelerador das transições sociais, societais e ambientais na Europa.”

Bem sei que este editorial é longo e grande parte é cópia de um relatório. Mas a sua importância justifica-o para chamar a atenção para uma economia desconhecida de muitos, mas que faz toda a diferença – A Economia Cultural e Criativa!

Horácio Lopes | Editor

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Long Live the Cultural and Creative Economy!

Perhaps, for many, the concept of "Cultural and Creative Economy" (CCE) is unknown. Therefore, I dedicate my 12th editorial to explain it, because of its importance and the fact that newDATAmagazine, as the magazine it is, falls under it.

In January 2021, EY (Ernst & Young) published the report "Rebuilding Europe. The cultural and creative economy before and after the COVID-19 crisis,". This report covers the top 10 cultural and creative sectors, following a 2014 study on Cultural and Creative Industries in Europe published by EY and GESAC (European Grouping of Societies of Authors and Composers).

The top 10 sectors that make up the Cultural and Creative Economy are:

  • Advertising
  • Architecture
  • Audiovisual
  • Books
  • Music
  • Newspapers and magazines
  • Performing Arts
  • Radio
  • Video Games
  • Visual Arts

As part of the "Newspapers and Magazines" industry, we try to give an active voice to the other industries, not losing sight of the two pillars of knowledge we have embraced since birth: New technologies or new uses of old technologies, on the one hand, and emerging professional skills or renewed current professional skills, on the other.

Thus, we have addressed the ADVERTISING industry through various marketing articles; the ARCHITECTURE industry with the I.data.Cities column; the AUDIOVISUAL industry with articles on events, and also in the Future.TECH(k)now! column; the BOOKS industry with the book review and suggested readings; the MUSIC industry was recently addressed through an article; the VIDEO GAMES industry in the Future. TECH(k)now! column; the VISUAL ARTS industry through several articles; the PERFORMING ARTS industry deserved an invitation to the director of the11th edition, Carlota Alves; the RADIO industry was addressed with the promotion of an author podcast, a very similar format that shares the market with traditional radio.

At the end of 2019, the cultural and creative economy was a European heavyweight, and for its importance, I share the translation of the leading indicators the report presents:

  • “With a turnover of €643 billion and a total added value of €253 billion in 2019, the core activities of the cultural and creative industries (CCIs) represented 4.4% of EU GDP in terms of total turnover.
  • Therefore, the economic contribution of CCIs is greater than that of telecommunications, high technology, pharmaceuticals or the automotive industry.
  • Since 2013, total CCI revenues have increased by €93 billion and by almost 17%.
  • At the end of 2019, CCIs employed more than 7.6 million people in the EU-28, and they have added approximately 700,000 (+10%) jobs, including authors, performers and other creative workers, since 2013.
  • Between 2013 and 2019, the 10 CCI sectors experienced varied but constant growth rates: more than 4% per year for video games, advertising, architecture and music; and between 0.5% and 3% for audiovisual (AV), radio, visual arts, performing arts and books. Only the press suffered (-1.7%) due to the difficult transition between print and online revenues.
  • All the players point to a period of intense innovation – not only the search for greater live or physical experiences by spectators, readers, players or visitors but also the explosion in demand for online content: 81% of internet users in the EU used the internet for music, videos and games in 2018 – more than for shopping or social networking.

CCIs in Europe have become more international and entrepreneurial

  • In 2019, the five largest EU-28 countries (France, Germany, Italy, Spain and the UK) accounted for 69% of CCI total revenue in the EU, but the strongest growth came from Central and Eastern Europe.
  • In 2017, the EU exported €28.1 billion worth of cultural goods. The EU's trade balance in cultural goods is in surplus (+€8.6 billion), and the share of CCI exports in total EU exports was 1.5% – about the same as the surplus in trade in food, drinks and tobacco (€9.1b in 2018).
  • Over 90% of CCI companies are small- and medium-sized enterprises, and 33% of the workforce are self-employed – more than twice as many as in the European economy as a whole (14%).
  • Revenues originating from the public sector accounted for only 10.8% of revenues in 2018, compared with 11.5% in 2013.”

“As a result of in-depth research and interviews conducted by EY teams, and based on the opinions of experts and organizations representing the CCIs, the following challenges have been identified as priorities for the recovery and growth of the creative economy:

  • Challenge 1 - "Finance" - Provide massive public funding and promote private investment in businesses, organizations, entrepreneurs and cultural and creative creators.
  • Challenge 2 - "Power" - Promote the EU's diverse cultural offer by ensuring a solid legal framework enabling the development of private investment in production and distribution.
  • Challenge 3 - "Leverage" - Use CCIs as a major accelerator of social, societal and environmental transitions in Europe.”

I know that this editorial is long and much of it is a copy of a report. But its importance justifies it to draw attention to an economy unknown to many, but which makes all the difference – The Cultural and Creative Economy!

Horácio Lopes | Editor

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