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newDATAmagazine 10 - Editorial

Por favor, responda-me NÃO!

Editorial newDATAmagazine N.º10

 

Por favor, responda-me NÃO!

Já lhe aconteceu colocar uma pergunta a alguém e não obter resposta, sabendo que a pessoa leu a mensagem? Ficou contente? Contactar alguém e não receber resposta é, no mínimo, incómodo e pode até ser frustrante, dependendo da situação. Infelizmente, acontece muito e até existe quem promova tal comportamento em contexto profissional…

Porque é entendida como bidirecional, a comunicação tem alguém que a inicia – o emissor – e alguém a quem se destina – o recetor. Independentemente do canal que se utilize, é expectável obter uma resposta quando dirigimos uma comunicação a alguém. Isto, claro, se não usarmos retórica - aquelas afirmações disfarçadas de perguntas, para as quais não se espera resposta.

Uma pergunta pode ter muitas respostas, naturalmente balizadas pelos seus extremos, uma resposta totalmente positiva (o SIM) ou uma totalmente negativa (o NÃO). É natural que, ao dar uma resposta, estejamos a tomar uma posição, que pode não ter importância nenhuma (apenas uma opinião) ou venha a condicionar tomadas de decisão, ações ou mesmo o emprego de outras pessoas. Por isso, responder sem pesar as consequências da tomada de posição inerente deve ser evitado! Infelizmente, tenho testemunhado quase diariamente casos destes, sobretudo em redes sociais.

Existe, portanto, uma responsabilidade associada a qualquer tipo de resposta que entreguemos em contexto profissional, de onde podem resultar consequências que devem ser pensadas a priori. Também, indissociável que é, hoje em dia, a nossa função corporativa da nossa opinião pessoal, deixou de existir “a minha opinião” enquanto Horácio, e “a minha opinião” enquanto Editor da newDATAmagazine. “Ambas” têm de coincidir!

Até aqui, trouxe o leitor a compreender que não é fácil emitir opiniões e dar respostas numa era em que tudo é complexo – já não há “coisas simples”!

No entanto, existem perigos muito mais sérios, caso a opção do leitor seja não responder aos assuntos que implicam tomadas de posição, porque:

  • Uma não resposta é sempre uma resposta;
  • Não responder permite ao emissor interpretar a posição do inquirido sem que este tome a ação;
  • Não responder demonstra falta de consideração e cortesia pelo emissor, ou mesmo falta de ética;
  • Não dar uma resposta pode fechar o canal de comunicação com o outro;
  • Não responder deixa um assunto em aberto, que pode até caducar, mas que, para todos os efeitos, não foi fechado.

Sobretudo em papéis de liderança, é cada vez mais difícil dar algumas respostas. Ainda assim, é opção do leitor deixar o outro decidir "a sua opinião" ou assumir o comando, respondendo.

Quanto a mim, se nos cruzarmos numa qualquer comunicação, e se não tiver a certeza da resposta que me deve dar, não deixe o assunto em aberto e, por favor, responda-me NÃO!

Seja sim, não, ou qualquer posição intermédia, eu respondo sempre!

Horácio Lopes | Editor

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Please answer NO!

Has it ever happened to you asking someone a question and getting no answer, knowing that the person read the message? Were you happy about it? Contacting someone and not getting a reply is uncomfortable and can even be frustrating, depending on the situation. Unfortunately, it happens a lot, and even those who promote such behavior in a professional context...

Because it is understood as two-way, communication has someone who initiates it - the sender - and the receiver to whom it is intended. Regardless of the channel used, we can expect to receive an answer when we address a communication to someone. That is, of course, if you don't use rhetoric - those statements disguised as questions, to which no answer is expected.

A question can have many answers, naturally flagged by its extremes, a "totally positive answer" (the YES) or a "totally negative answer" (the NO). It is natural that, by answering, we are taking a position, which may be of no importance at all (just an opinion) or may condition decisions, actions, or even the employment of other people. Therefore, responding without weighing the consequences of the inherent position taking should be avoided! Unfortunately, I have witnessed cases like this almost daily, especially on social networks.

There is, therefore, a responsibility associated with any type of response we deliver in a professional context, from which consequences may result from that must be thought through a priori. Also, inseparable as our corporate role is today from our personal opinion, there is no longer "my opinion" as Horácio, and "my opinion" as Editor of newDATAmagazine. "Both" have to coincide!

Thus far, I have brought the reader to understand that it is not easy to issue opinions and give answers in an age when everything is complex - there are no "simple things" anymore!

However, there are much more severe dangers if the reader's choice is not to respond to issues that involve taking a position because:

  • A non-response is always a response;
  • Not responding allows the sender to interpret the respondent's position without the respondent taking action;
  • Not responding shows a lack of consideration and courtesy for the sender or even a lack of ethics;
  • Not answering can close the communication channel with the other party;
  • Not responding leaves a matter open, which may even lapse, but for all intents and purposes, it has not been closed.

Especially in leadership roles, it is increasingly difficult to give some answers. Still, it is the reader's option to let the other decide "your opinion" or take over by responding.

As for me, if we cross paths in any communication, and if you are not sure of the answer you should give me, don't leave the matter open and please answer me NO!

Whether it's yes, no, or any position in between, I always answer!

Horácio Lopes | Editor

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